Águas de Santa Barbara
A população interiorana se mantinha organizada nos moldes da sociedade colonial, como poder nas mãos da aristocracia latifundiária. A vinda de famílias minieras e de imigrantes europeus para tomar posse de terras em São Paulo provoca transfomações econômicas siginificativas dando origem a uma classe socail intermediária.
A região de Santa Bárbara do Rio Pardo foi apossada por alguns membros do bando de José Theodoro de Souza, participantes do combate aos índios em 1850/51, o que bem parece quanto aos avanços daquela tropa partir da Serra de Botucatu, que o pioneiro descendo do rio fundou Santa Bárbara do Rio Pardo, região dividida entre os representantes das famílias Bernadino de Souza, Marques Valle e Dias Batista. Cinco anos depois da conquista, já registradas suas posses em 31 de maio de 1856, José Theodoro viajou para Minas Gerais para trazer povoadores, e os trouxe, sabendo que “ Atraz das vertentes do Rio Pardo ficaram o Cel. Francisco Dias Batista, José Marques do Vale, Jorgino Marques, João Gonçalves Ferreira, José Ferreira Maciel, Carlos Bernardino de Souza, Joaquim Luiz Dutra, José Pinto Cardoso, etc.. Mas José Teodoro de Souza quis ir adiante”.
Destes, Cel. Francisco Dias Batista , José Marques do Valle, Carlos ( Carrito) Bernardino de Souza juntamente com Pedro Dias Batista (capitão Apiaí) estão entre os primeiros moradores e fundadores oficiais de Santa Bárbara do Rio Pardo.
Diz a história que, José Marques do Valle, sua mulher, seu filho Mizael e mais doze crianças, partiram para a cidade mineira de Carmo do Rio Claro, em setembro de 1856, acompanhados ainda dos jovens irmãos Salustiano Bernardino de Souza, rumo a São Domingos (do Tupá), visando as férteis terras à margem do Rio Pardo. Uma semana depois também em Minas Gerais parttiria a família de Pedro Dias Batista, chefiada pelo (Coronel) Francisco Dias Batista, com dezoito pessoas, familiares e escravos, para o mesmo destino, cujas caravanas se encontraram em Botucatu e juntas chegaram a São Domingos, em janeiro de 1857, rumando a seguir para as margens do rio Pardo, onde aquelas famílias levantaram a Capela de Santa Bárbara e doaram terras para p patrimônio. O nome Santa Bárbara vincula-se à esposa de José Marques do Valle que, organizada a caravana em Minas Gerais, adquiriu de um artesão, em Ouro Fino, pequena imagem de madeira em estilo barroco, daquela padroeira a qual todos eram devotos. Levantada a capela entronizou-se a consagrada sobre o altar, e mais tarde, Santa Bárbara do Rio Pardo, devido à sua localização.
As terras do antigo Distrito de São Domingos, no território de Botucatu, criado em 1958, e transferido para o Município de Lençois em 1868, para as margens do rio Pardo, foram doadas por diversos moradores, dentre eles o Capitão Apiaí ( Pedro Dias), considerado um dos fundadores de Santa Bárbara do Rio Pardo.
Enquanto o regime monárquico, cuja forma de governo era parlamentarista, vivia seu declínio envolto em delicadas questões militares e religiosas, o aparecimento do Partido Republicano, por volta de 1870, dava sinais de que o Imperador Pedro II teria que dialogar e fazer muitas concessões para se preservar no trono.Sem se dar conta do panorama que afetava a corte imperial, o distrito de São Domingos prosperava e já ganhava limites municipais. Para se ter idéia de seu crescimento populacionl, em 1874, 1.012 registravam-se como habitantes entre zona do núcleo distrital e os camponeses e sitiantes.
Reconhecida pelas graças obtidas em sua nova morada, Dona Guilhermina Bernardino de Souza, matriarca dos Marques do Valle, pede e é atendida no seu desejo de construir uma capela de madeira em honra de Santa Bárbara, para que ali a virgem mártir fosse dignamente venerada pelos moradores na sua pequena imagem de madeira, de trinta e cinco centímetros de altura, trazida de Ouro Fino. A capela ficou pronta no começo de abril de 1874, seis anos após a chegada dos pioneiros, a inauguração deu-se precisamente em 16 de abril, data em que lhe foi entregue pelo governo provincial a Lei nº 41, na qual ficou declarado que a sede de São Domingos passaria doravante a denominar-se Capela de Santa Bárbara do Rio Pardo.
Sob certos aspectos, proximidades de datas e publicações oficiais, a história de Santa Bárbara se confunde com a de São Domingos, tantos que alguns entendem aquelas mesmas familias tambem fundadoras de São Domingos: “ A caravana chegou ao município de Agudos, dando início a fundação de uma pequena Paróquia, denomindada São Domingos do Tupá, nas poximidades do distrito de Domélia”, então Santa Cruz (da Boa Vista). A confusão aprofunda-se quando outros pretendem Santa Bárbara e São Domingos por um só núcleo.
Tais situações são confutadas pela história, posto São Domingos com origem anterior a 1850, enquanto Santa Bárbara surge como povoado apenas em 1856/57. em 1867, Santa Bárbara do Rio Pardo tornou-se vila, elevada à categoria de município em 1876, pela Lei nº 82, conquistando assim a emancipação político administrativa. Santa Bárbara era já um povoado razaoável, quando em 1885 foi desmembrado de Botucatu, levando São Domingos para compor o prórprio município. A primeira missa celebrada em Santa Bárbara ocorreu em 1874, pelo padre visitdor, o espanhol Julio Augusto Gonzáles, que permaneceu no local durante uma semana, atendendo aos fiéis e celebrando batizados e casamentos.
Em 1978, foi alterada a denominação do Município para Águas de Santa Bárbara.
Águas de Santa Bárbara é um dos 11 municípios paulistas considerados estâncias hidromineraos pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Hidromineral, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.
A igreja Católica petence à Arquidiocese de Botucatu.
Descobrindo a Água
No século XIX as famílias de Pedro Dias Batista e Marques do Vale, vieram do Estado de Minas Gerais para as terras do Vale do Rio Pardo trazendo consigo muitos escravos, tomaram posse de vasta área territorial ao longo do Vale, iniciaram a derrubada da mata, enfrentando índios selvagens, deram início a fundação da Freguesia de Santa Bárbara. Naquela época todo o pessoal já fazia uso da água de uma fonte conhecida como "Poço Quente" ou "Água Virtuosa", devido à caloria da água e seu efeito terapêutico.
Conta-se que os escravos iam ali lavar as feridas oriundas das chicotadas, frieiras dos pés, lavavam também feridas do lombo dos cavalos e burros provocadas pelos arreios, que logo cicatrizavam. Antigos moradores daqui dizem que seus avós presenciaram esses fatos e que também nas proximidades das fontes haviam muletas jogadas, isso porque, os escravos tomados pelo reumatismo, usavam-nas para vir até a fonte, lá se banhavam, e com o tempo saravam, deixando ali o madeiro. No final do século passado, as duas famílias fundadoras do povoado, proprietários desta grande área, doaram para a Mitra Diocesana de Botucatu, uma gleba de terras no local da Freguesia de Santa Bárbara. Passados alguns anos, o Bispo de Botucatu, contratou o Engenheiro Constantino Mosca, residente em São Paulo, a fim de lotear toda essa área e depois vender os lotes aqueles que já possuíam aqui suas casas. Ao ver o movimento de pessoas vindas de outras regiões a procura daquela água, Constantino Mosca pediu que a forma de pagamento de seu trabalho, seria a reserva de um lote de terras, com a área de um (1) alqueire em torno do “ Poço Quente”. De posse do terreno, levou para São Paulo, a água e mandou analisá-la. Posteriormente trouxe para cá especialistas que também fizeram análise "in loco", e constatou-se ser água mineral, um deles, muito entusiasmado exclamou: "Esta é a melhor água do mundo!". Em 1938, o interventor do Estado, Dr. Adhemar de Barros, compra a área do balneário, passando-a para o Patrimônio Público do Estado. Em 1963, o Governo do Estado inicia a construção do atual Balneário dotado de banhos de imersão, saunas e duchas escocesas. Por inúmeras propriedades terapêuticas, a água mineral do Balneário "Mizael Marques Sobrinho", fora considerada como uma das melhores águas minerais do mundo, durante o II CONGRESSO INTERNACIONAL DE HIDRO-CLIMATISMO, em setembro de 1.940, no Rio de Janeiro.
A primeira análise da água mineral do Balneário "Mizael Marques Sobrinho", fora realizada através de amostras colhidas "in loco", pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPTESP) em 05 de Maio de 1.939, conforme Certificado nº 15.093, sendo o Dr. S. J. Mafei, o químico responsável, que após analisar as amostras determinou como características físico-químicas, classificando-a como "ÁGUA OLIGOMINERAL, HIPOTERMAL, ALCALINA, FORTEMENTE BICARBONATADA, CALCICA, MAGNESIANA, SULFATADA, INODORA E LEVE, como principais componentes: Minerais, oligominerais e sais importantes ao metabolismo celular e orgânico, ativados pelo isótopo radioativo do Radônio 222. A água mineral, possui efeito terapêutico comprovado cientificamente, através de milhares de pessoas, que vieram à Águas de Santa Bárbara para curar seus males. Doenças de pelo, como Eczema úmido ou Seco, Urticária, Intoxicações Exógenas, Edemas locais e Psoríase, através de banhos ou ingestão de água, muitos casos encontram cura definitiva. Com a ingestão frequente da água, desaparecem as pertubações no aparelho digestivo, fígado e intestino. Elimina Ácido Úrico e as Toxinas Sanguíneas e recobra a vitalidade dos órgãos e tecidos.


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