Como os cientistas decifraram os hieroglifos
Os hieróglifos (literalmente, "escritos sagrados") são anteriores a 3000 a. C. Era a escrita egípcia, que combinava pictogramas (desenhos estilizados de animais, plantas e flores) e fonemas (sinais que representam sons). Só puderam ser decifrados no século 19. Em 1804, Napoleão Bonaparte invadiu o Egito e levou consigo uma equipe de cientistas. Entre eles, estava Jean-François Champollion. Na cidade de Roseta, no Egito, foi encontrada uma pedra com inscrições em três línguas - uma delas era o grego. Champollion analisou comparou as línguas para chegar à tradução da Pedra de Roseta. Descobriu, por exemplo, que a escrita egípcia deveria ser lida da esquerda para a direita, mas o contrário era possível também. Desenhos da cabeça de pássaros e animais apontavam para a direção certa que o texto tinha de ser lido.
A escrita do antigo Egipto
Os hieróglifos egípcios formavam um tipo de escrita baseada em sinais pictográficos, que eram adaptados para diferentes objectivos. Este sistema foi usado durante cerca de 3 mil anos, mantendo sempre a sua forma pictórica. Por exemplo: o hieróglifo para a palavra "olho", era o desenho de um olho; para "choro" era um olho acrescido de linhas representando as lágrimas.
Os hieróglifos eram bem adaptados à arte de entalhe das letras (a palavra hieróglifo significa "gravação sagrada") e eram amplamente usados para gravações em documentos e paredes de túmulos. Mas eram difíceis de escrever e os escribas egípcios desenvolveram um outro estilo, mais prático e rápido de escrever a caneta sobre o papiro.


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